“Ciclo da Borracha”

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Podemos assistir em Manaus a demonstrações dos métodos tradicionais de fabrico da borracha.

 

Chama-se “Ciclo da Borracha” aos períodos da história brasileira em que a extração e comercialização da seiva das seringueiras, o látex, foi o motor económico do pais.

Existiram dois (há quem identifique três) ciclos da borracha na região central da floresta amazónica. O primeiro entre 1879 e 1912, o segundo entre 1942 e 1945. O interregno deveu-se a que o grande importador da seiva branca, a Inglaterra, levou a planta para as suas colónias no sudeste asiático fazendo com que o Brasil perdesse a quase exclusividade da sua produção. O período que antecedeu a 2ª Grande Guerra, até ao seu final, fez com que o esforço de guerra dos ingleses tivesse de negligenciar a produção da borracha, fazendo com que o Brasil voltasse a assumir novamente a posição de maior exportador de borracha, com acordos firmados com os EUA.

No primeiro ciclo, conhecido como a “Belle Époque Amazônica” que se estende entre 1890 e 1920, cidades como Manaus, Porto Velho e Belém, tornaram-se as capitais brasileiras mais desenvolvidas – as primeiras a ter eletricidade, água canalizada e saneamento, museus e cinemas, construídos com forte influência europeia.

Saiba mais sobre a borracha aqui.

 

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