A Dinamarca esteve sempre muito dependente de combustíveis fósseis e, por isso mesmo, com uma grande fatura a pagar no departamento da energia. Havia pois de combater essa despesa, pelo que o país se voltou completamente para a energia eólica. Esta mudança de paradigma fez com que a sua indústria eólica represente hoje um rendimento de biliões de dólares, sendo a líder da produção deste tipo de energia limpa no mundo.

Hoje em dia, mais de 40% da energia consumida na Dinamarca provém da energia eólica e o plano é o de até 2020 esse número aumentar para os 50%. Mas a maior ambição é a de se tornar em 2050 o primeiro país do mundo completamente livre da utilização de energias fósseis: pegada ecológica de 0% de CO2.

Para isso também muito contribui a redução da utilização do automóvel na cidade. O que começou nos anos 80 com um Dia Nacional Sem Carros tomou proporções nunca imaginadas e é hoje uma forma de estar e viver dos habitantes de Copenhaga. Daí que, da totalidade de bicicletas existentes, 25% tenham alguma forma de transportar outras pessoas ou objetos, e é muitíssimo comum vermos os pais a transportar até três crianças nessas bicicletas de carga.

Mulheres de saltos altos, homens de fato e gravata, banqueiros, artesãos, avós, casais em bicicletas duplas, parlamentares e até o Presidente da Câmara e o Primeiro-Ministro podem ser vistos em movimento nas suas bicicletas.

A verdade é que Copenhaga se tornou um caso de estudo e é visitada por muitos políticos e decisores de todo o mundo para aí aprenderem como se pode transformar uma cidade num imenso playground ecológico. As ciclovias são estudadas e implementadas ao pormenor, e a Dinamarca tem neste momento a primeira via rápida inteiramente dedicada a bicicletas, utilizada por mais de 40.000 ciclistas diariamente. Não achará por isso estranho que haja mais bicicletas do que habitantes…

 

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